Hortênsia e Girassol

Os 4 últimos... filmes

Quando eu gosto muito de uma pessoa, tendo a copiar coisas que elas fazem.

Pois bem, a Liberphilia é uma maravilhosa que está inspirando minha vida em muitos momentos no último ano (assistam ao canal dela, é tão relaxante e motivador ver uma pessoa vivendo uma vida que eu gostaria de ter num futuro mais ou menos próximo. Além dela ser uma fofa!) e estou aqui copiando um tipo de post que ela faz para as apoiadoras dela.

(Certeza que deve ter homens apoiando tb, mas eu decidi que quando a maioria é feminina, vou chamar pelo plural no feminino também e a norma culta da língua portuguesa que mude.)

Nessa série de "Os 4 últimos..." que a Liber se inspirou no blog da Não Me Mande Flores, a ideia é escrever pequenas (pequenas é subjetivo) resenhas sobre os 4 últimos alguma coisa que você assistiu, leu, consumiu. Começando por um dos mais fáceis de acumular, vamos aos filmes.

O Homem Bicentenário e O Código da Vinci1

O Homem Bicentenário (1999)

Várias vezes me bate aquela nostalgia de ver filmes que assisti quando era criança/adolescente. E se tem o Robin Williams, só aumenta a vontade. Baseado em um conto de 1976 de Isaac Asimov, o filme tem Robin Williams como um robô que, inicialmente, tem a função de ser como a Rosie, dos Jetsons: uma espécie de mordomo dos humanos. Mas Andrew é um robô especial, capaz de desenvolver sentimentos e desenvolver habilidades de maneira muito mais próxima de como um humano faria (estudando, por exemplo) ao invés de ter algo adicionado ao seu código.

Assim, ele vai se aproximando da "Little Miss", como chama a filha mais nova de seu dono, "Sir". Acompanhamos Andrew lidando com preconceito por ser uma máquina, crueldade por teoricamente não ter sentimentos. Vemos também sua relação com outras gerações da família Martin e a busca do robô por conhecimento e crescimento.

Aviso de spoiler de um filme que tem quase 30 anos: Vemos Andrew se apaixonar pela Little Miss e, quando esta morre, Andrew se apaixona pela neta da mesma (interpretada pela mesma atriz), até que ele decide que quer ser humano (primeiro por declaração do governo e depois substituindo todos os seus maquinários por órgãos humanos).

Se você não chorar no fim do filme, vá buscar seu coração onde perdestes.

É uma história que, ao meu ver, é uma ótima analogia do que se é desejado da inteligência artificial hoje e como a nossa contemporaneidade pensa que um robô deveria ser. Como já vimos em tirinhas, queríamos robôs limpando as nossas casas (como Andrew deveria ser no começo do filme) e, hoje, temos os robôs criando arte (um ato extremamente humano) e roubando os nossos empregos e a gente lavando roupa. Do jeitinho que os bilionários do Silicon Valley querem. Contratam pessoas pra cuidar de seus lares e bunkers gigantescos, enquanto constroem máquinas capazes de fazer o que eles especificamente não conseguem: ter uma alma.

Tem uma entrevista famosa rodando pelas redes com um bilionário qualquer assumindo que não tem uma vida interior. O entrevistador diz que leu muitas biografias de CEOs e gentes do tipo e o que chamou atenção é que eles são nada ou muito pouco introspectivos. E faz todo sentido o porquê deles quererem uma inteligência artificial que faça coisas humanamente bonitas e significativas: porque eles não sabem e não querem aprender a fazer. Porque aprender significa ter que olhar para dentro de si.

O Código Da Vinci (2006)

Saudades de quando as teorias da conspiração eram só sobre segredos do mundo e não as fake news e vídeos de inteligência artificial estragando a cabeça de geral (e nem quero saber como vai ser nas eleições). Confesso que nunca me aprofundei no assunto da Opus Dei, Illuminati e similares e sociedades secretas, então não posso falar nada sobre veracidade ou não das teorias.

O que sei é que este é bom filme farofa. Tem ação, mistério, Tom Hanks sendo um homem carismático que prende a sua atenção na tela, a Audrey Tautou sendo uma fofa e o Ian McKellen sendo um idoso que comete/resolve crimes (um dos meus gêneros de literatura favoritos xD). Achei divertido da primeira vez que assisti e achei divertido de novo.

Anjos e Demônios e Inferno2

Anjos e Demônios (2009)

Um belo filme de turismo por Roma e o Vaticano xD

E Conclave fez melhor em mostrar as fofocas do universo papal xD

Não, sério agora.

É filmes assim que fez a Sessão da Tarde tão boa quando eu crescia. Filmes que têm uma trama sólida (mataram um Papa e precisa-se eleger um novo) com mistérios porque os cardeais são todos um bando de fifi que querem o trono. E ainda tem atores bons atuando bem.

Mas mudaram a companion do Tom Hanks da Tautou para a Ayelet Zurer e, na minha cabeça, iriam manter a Tautou em todos os filmes (tem mais história dela pra contar). Mas não, só mudaram o rosto da moça branca de cabelo escuro que resolve mistérios ao lado do Tom Hanks.

Inferno (2016)

Confesso que toda vez que aparecia o sapato da Felicity Jones, eu xingava o estilista que deu a ela um sapato tão ruim e desconfortável. Cidades europeias são cheias de paralelepípedos e a mulher correndo pra cima e pra baixo num sapato que é fácil de desequilibrar. Tá junto com a Bryce Dallas Howard (filha do diretor Ron Howard, que dirigiu estes filmes adaptados do Dan Brown) correndo de salto alto no meio da selva em Jurassic World.

A Felicity Jones parece a Selena Gomez no poster do filme. Podia ser IA, mas é o bom e velho Photoshop.

É o filme mais fraco da trilogia, mas me deu de novo vontade de ler A Divina Comédia (falo isso todo ano, um dia eu vou ler!). E gostei muito das cenas no Palazzo Vecchio. Além de ser um lugar maravilhoso, remete ao primeiro filme e foi uma boa volta ao mundo das pinturas.

SPOILERS

Ainda bem que a pandemia aconteceu beeeeeem depois do lançamento desse filme. Seria insuportável demais ter geral falando que a Covid era pra esterilizar metade do mundo e reduzir a população mundial.


  1. Imagem com os pôsteres dos filmes O Homem Bicentenário (Ao fundo, uma cidade futurista genérica. No primeiro plano, temos o robô com face humanoide e atrás, o ator Robin Williams) e O Código Da Vinci (É um poster simples, com o nome do filme na parte de cima e o rosto de Tom Hanks e Audrey Tautou.)

  2. Imagem com os pôsteres dos filmes Anjos e Demônios (Tom Hanks está ao centro, olhando para cima. Atrás dele, um céu com nuvens vermelhas e duas estátuas: na esquerda, um anjo; na direita, um demônio.) e Inferno (Os atores Tom Hanks e Felicity Jones estão correndo em uma rua com prédios europeus dos dois lados e ao fundo podemos ver uma torre.).

#filmes #os 4 últimos